Frei Anastácio apoia mobilização de mulheres do Campo, ligadas ao MST
Além do apoio às mulheres hoje,
durante o dia, Frei Anastácio participou de atividades no assentamento Barra de
Gramame, no Conde, onde participou de reunião com a participação do
superintendente do Incra-PB, Cleófas Caju, para debater temas relacionados ao
crédito rural. Depois ele foi prestar apoio as mulheres do Movimento dos Sem
Terra (MST).
Na Paraíba, as ações das mulheres
se concentraram no litoral, no engenho da Usina Giasa, atualmente sob o
registro de BioSev, pertencente a um grupo francês, sendo um dos proprietários
o jogador de futebol Zinédine Zidane. A empresa trabalha com a monocultura de
cana de açúcar com cerca de 32 mil hectares, mas a área ocupada por quase 400
mulheres, são de cerca de 200 hectares e que já começaram a plantar feijão e macaxeira,
com palavras de ordem “Cana de açúcar não enche prato” e que o que elas planta
é benéfico e saudável para a população.
“De fato as mulheres do movimento
se organizaram e reivindicam com legitimidade que não é benéfico para nossa
população, a monocultura. Precisamos entender de uma vez por todas, que nossa
alimentação nutritiva e diversificada, vem da agricultura familiar, vem do
trabalho dessas mulheres que produzem legumes, verduras e folhas, além dos
alimentos de origem animal”, ressaltou Frei Anastácio.
O movimento soltou nota
esclarecendo que essas atividades objetivam discutir os impactos desse modelo
de desenvolvimento na vida das mulheres camponesas e mostrar que é possível um
projeto de agricultura baseado na agroecologia.
Segue nota
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