Frei Anastácio diz que bancos oficiais dificultam habitação popular para o campo
O deputado estadual Frei
Anastácio (PT) disse, hoje (10), que os bancos oficiais burocratizam demais a
liberação de projetos e recursos para construção de casas para os assentados da
reforma agrária. “Quando as construções eram administraras pelo Incra, não
havia essas dificuldades.Mas, com os bancos, as famílias do campo estão
sofrendo muito”, disse Frei Anastácio.
A declaração de Frei Anastácio
foi dada durante a ocupação das agências da Caixa Econômica Federal e Banco do
Brasil, por 700 mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
e Comissão Pastoral da Terra (CPT), na Avenida Epitácio Pessoa, na capital
paraibana, hoje no final da manhã. “Estamos apoiando a jornada de luta das
mulheres, por entendermos que as reivindicações são justas”, disse o deputado.
O parlamentar citou que seria
necessária a construção de mais de três mil casas para atender a demanda
do campo. Mas, essa meta está longe de ser atendida. “O MST, por exemplo, está
reivindicando liberação de recursos para dar prosseguimento a construção de 320
casas. As mulheres só irão desocupar a agência da Caixa, depois que for
liberada a quantia de R$ 3 milhões para o projeto de habitação, que vem se
arrastando há vários anos”, informou Frei Anastácio.
No caso da ocupação do Banco do
Brasil, segundo o deputado, a reivindicação é a agilização do projeto de
construção de 150 habitações rurais, por aquela unidade financeira. De acordo
com o deputado, ficou decidido que o Banco irá realizar uma força tarefa para
resolver o problema até o fim deste mês. A jornada das mulheres do MST está
acontecendo em todo o país, com manifestações e ocupações buscando melhorias
para as famílias do campo.
Na Paraíba, as ações das mulheres
começaram ontem, no litoral sul, com ocupação do engenho da Usina Giasa,
atualmente sob o registro de BioSev, pertencente a um grupo francês, sendo um
dos proprietários o jogador de futebol Zinédine Zidane.
A empresa trabalha com a
monocultura de cana de açúcar, com cerca de 32 mil hectares, mas a área ocupada
por quase 400 mulheres, são de cerca de 200 hectares. Durante a ocupação, elas
já começaram a plantar feijão e macaxeira, com palavras de ordem “Cana de
açúcar não enche prato”.
As atividades da jornada de luta
objetivam discutir, entre outras coisas, os impactos desse modelo de
desenvolvimento na vida das mulheres camponesas e mostrar que é possível um
projeto de agricultura baseado na agroecologia.
Flores na Assembleia
Pela manhã, Frei Anastácio
realizou pronunciamento na Assembléia Legislativa, homenageando as mulheres
pela passagem do Dia Internacional da Mulher. Em nome de Margarida Maria Alves
e Elizabeth Teixeira, dois ícones da reforma agrária na Paraíba, o deputado
distribuiu flores no plenário e nas galerias do Poder Legislativo. As margaridas
foram recebidas com satisfação, pelas mulheres e homens presentes, inclusive
todos os deputados.
“Os 36 parlamentares desta casa
representam todo o estado, conseqüentemente, distribuindo essas margaridas com
cada um deles estou contemplando todas as mulheres da nossa Paraíba”, disse o
deputado.
BlogSãoMamede1 com Assessoria

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