Câmara aprova o Fim da Reeleição, confira;
Por 452 votos a favor, 19 contra
e 1 abstenção, o Artigo 3º do relatório do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que
acaba com a reeleição para os cargos executivos, foi aprovado nesta
quinta-feira; 'Com esta ousadia da Câmara, Eduardo Cunha retomou a ofensiva na
reforma, depois de salvar com uma manobra o financiamento privado constitucionalizado.
Há um longo caminho pela frente – o segundo turno na Câmara e dois turnos no
Senado – e agora um dilema a ser enfrentado pelos deputados: sem reeleição, de
quantos anos será o mandato do presidente?', diz a colunista do 247 Tereza
Cruvinel; proposta não se aplica aos prefeitos eleitos pela primeira vez em
2012 e aos governadores também eleitos pela primeira vez em 2014, nem a quem os
suceder nos seis meses anteriores ao pleito; ela não cabe à presidente Dilma
Rousseff, porque, já reeleita, não poderá se candidatar em 2018.
por Tereza Cruvinel
Agora vem o drama: de quantos
anos será o mandato?:
Há muito tempo uma matéria não
era aprovada por um placar tão expressivo na Câmara. O cheiro do plenário, como
diz Eduardo Cunha, mostrava o desejo de acabar com a regra instituída pelo PSDB
em 1997 para garantir a reeleição de FHC, mas ninguém esperava um placar tão
expressivo. Foram 452 votos a favor e 19 contra, além de 1 abstenção.
O governo ficou praticamente ausente
deste debate. O PT ensaiou uma obstrução, mas acabou votando majoritariamente a
favor da proposta. O PSDB, que tanto fez para aprová-la no passado, enfrentando
denúncias de compra de votos, votou maciçamente por seu enterro melancólico.
Com esta ousadia da Câmara,
Eduardo Cunha retomou a ofensiva na reforma, depois de salvar com uma manobra o
financiamento privado constitucionalizado. Rodrigo Maia também se inscreve como
autor da proposta na condição de relator nomeado. Há um longo caminho pela
frente – o segundo turno na Câmara e dois turnos no Senado – e agora um dilema
a ser enfrentado pelos deputados: sem reeleição, de quantos anos será o mandato
do presidente?
Quatro anos sem reeleição é um
tempo curto demais. Políticas públicas não se consolidam em tão pouco tempo.
Mas para ampliá-lo para cinco anos, não teremos a coincidência com as eleições
parlamentares, o que forçaria a realização de eleições em dois anos seguidos.
Dois anos depois viria à eleição municipal. Ou seja, haveria três eleições a
cada quatro anos. Uma das propostas que ainda serão votadas busca estabelecer a
coincidência de mandato emparelhando a eleição de prefeitos com a de deputados
e senadores. Para isso, os prefeitos eleitos em 2020 teriam apenas dois anos de
mandato. E sem reeleição. Quem vai se interessar por tal disputa?
O jogo segue, agora com estas
questões sobre a mesa.
247Brasil.
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