STF acata ação do PCdoB e derruba manobra golpista de Cunha
Fortalecendo a democracia e
mantendo-se como guardião da Constituição, o Supremo Tribunal Federal (STF)
acatou a ação movida pelo PCdoB, derrubando o rito golpista de Eduardo Cunha
(PMDB-RJ), por 6 votos a 4.
O rito golpista de Cunha foi
derrubado por 6 votos a 4
O deputado federal Rubens Junior
(PCdoB-MA) afirmou: “Havia um golpe em formação na Câmara patrocinado por
Eduardo Cunha. O STF interveio, garantindo a preservação da Constituição”.
O advogado-geral da União, Luís
Inácio Adams, que acompanhou a votação no plenário do STF, afirmou: “O trem
entrou nos trilhos. E os trilhos são retos e não tortos”.
Num debate profundo sobre a
responsabilidade da Corte na garantia dos preceitos constitucionais e na defesa
da democracia, a maioria dos ministros decidiu anular a eleição da chapa avulsa
para a comissão especial da Câmara, manobrada por Cunha. De acordo com o STF,
não pode haver candidatura avulsa para o colegiado, somente indicações de
líderes partidários ou blocos, como estabelece a Constituição.
Jogo de Cunha
Os ministros Luís Roberto
Barroso, Teori Zavaski, Rosa Weber, Luís Fux, Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski,
votaram contrários ao voto apresentado pelo ministro Edson Fachin, que matinha
a chapa avulsa. Somente os ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Dias
Tóffoli votaram pela homologação da manobra.
Os ministros também entenderam
que o Senado pode arquivar o processo de impedimento da presidenta mesmo se o
plenário da Câmara dos Deputados admitir a denúncia por crime de
responsabilidade. Dessa forma, Dilma só poderia ser afastada do cargo, por 180
dias, como prevê a lei, após decisão dos senadores.
A maioria dos ministros também
rejeitou a votação secreta, anulando a eleição. O ministro Luís Roberto Barroso
abriu a divergência do voto do relator e defendeu a anulação da votação secreta
para formação da comissão especial do processo de impeachment, ocorrida no dia
8 de dezembro.
Para o ministro, o voto secreto
para formação de comissão não está previsto no Regimento Interno da Câmara e
foi instituído por meio de decisão individual do presidente de Eduardo Cunha,
que segundo ele, mudou as regras “no meio do jogo”.
Barroso também acatou a
argumentação do PCdoB e considerou inaceitável a eleição de chapa avulsa,
formada pela oposição. Para Barroso, a candidatura é constitucionalmente
inaceitável.
“Se a representação é do partido,
os nomes do partido não podem ser escolhidos heteronimamente de fora para
dentro. Quer dizer, os adversários e concorrentes é que vão escolher o
representante do partido. Não há nenhuma lógica nisso”, argumentou.
O ministro Teori Zavascki também
votou contra a eleição de chapa avulsa para formação de comissão especial. Mas
apesar de se posicionar contra a eleição da chapa avulsa, Zavascki decidiu
validar a votação secreta.
O ministro também votou a favor
da prerrogativa do Senado para arquivar o processo de impeachment.
O ministro Luiz Fux defendeu que
processo de impeachment deve seguir o mesmo rito que o processo de Collor, em
1992.
Já a ministra Rosa Weber
acompanhou o voto de Barroso e defendeu o voto aberto para a composição da
comissão, bem como a inconstitucionalidade das candidaturas avulsas para sua
composição. Ela também concordou que cabe ao Senado fazer um juízo de
admissibilidade sobre a denúncia enviada pela Câmara.
O decano do tribunal, Celso de
Mello, apontou que a Corte deve reconhecer que o Senado tem competência para
instaurar o procedimento de impeachment.
“Não podemos deixar de reconhecer
a possibilidade de, mediante avaliação discricionária, do Senado deliberar pela
extinção liminar anômala desse processo”, declarou Celso de Mello.
Choro dos derrotados
Gilmar Mendes acompanhou
integralmente o voto do ministro Fachin e, como é característica, fez um
discurso mais político do que jurídico. Apesar da ação não discutir se o
impeachment tem fundamento ou não, e tão somente o rito, Gilmar resolveu falar
sobre o mérito do impeachment. “Estamos de ladeira abaixo, sem governo, sem
condições de governar”, disse ele, informando em seguida que iria se ausentar
da sessão porque tinha uma viagem.
Do Portal Vermelho
1 comentários:
BOA MASCARA PARA ESSE CARNAVAL 2016. SÓ COMO SUGESTÃO.
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