ELEIÇÕES 2018: candidatura de Luiz Couto consolida união PT-PSB e já ameaça "pesos pesados" da política paraibana
Tudo parecia encaminhado para a
aliança dos Progressistas (PP) com a pré-candidatura de João Azevedo (PSB). Com
direito a reunião na Granja Santana e tudo mais.
Eis que uma inesperada
reaproximação dos Ribeiros com os irmãos Cartaxo colocou tudo por terra.
Foi aí que a habilidade política
do governador Ricardo Coutinho (PSB), provada nos testes de fogo de 2010 e
2014, entrou em cena.
Na tentativa de valorizar o passe,
o PP levantou a bola para o Partido dos Trabalhadores. E o padre Luiz Couto,
convocado por Ricardo, entrou no palco como protagonista.
Eleito quatro vezes deputado
federal, o padre sempre se colocou à disposição do partido para a chapa
majoritária, mas, a bem da verdade, nunca teve poder decisório no PT.
Sondado nas três últimas eleições
para disputar o Senado, Couto sempre foi "docemente" constrangido ao
confortável caminho da Câmara Federal.
Em 2006, o PT chegou a discutir a
possibilidade de lançá-lo ao Senado, mas a ala que defendia seu nome para fazer
frente a Cícero Lucena (PSDB) e Ney Suassuna (PMDB) acabou vencida
internamente. O partido indicou o então vereador Luciano Cartaxo (PT) como
vice-governador de José Maranhão (PMDB).
Em 2010, o lançamento de Couto
para o Senado era um desejo de Ricardo Coutinho (PSB), mas sua derrota no
Processo de Eleição Direta (PED) do PT para o então deputado estadual Rodrigo
Soares (que foi candidato a vice-governador de Maranhão) jogou o projeto por
terra.
Em 2014, Luiz Couto foi novamente
convocado pelo PSB para ser senador de Ricardo, mas acabou atropelado pela
força do prefeito Luciano Cartaxo e da direção estadual do PT, que preferiu seu
irmão gêmeo Lucélio Cartaxo.
Agora em 2018, a bola parecia
bater outra vez na trave, mas com uma reviravolta surpreendente, entrou no gol.
E Couto será, para alegrias dos "lulistas", finalmente confirmado
nesta quarta-feira, 1º de agosto, como candidato a senador na chapa do PSB.
Para chegar ao Senado, no
entanto, Luiz Couto terá uma batalha dura pela frente. O petista enfrentará
nomes de peso e estrutura de campanha como o senador Cássio Cunha Lima (PSDB),
a deputada estadual Daniella Ribeiro (PP) e o próprio companheiro de chapa, o
deputado federal Veneziano Vital do Rêgo (PSB).
O páreo ainda pode ser mais duro,
pois ainda correm por fora os nomes do vice-prefeito Manoel Júnior (PSC), da
vice-governadora Lígia Feliciano (PDT) e do ex-senador Ney Suassuna (PRB), que
podem pintar na chapa de José Maranhão (MDB) até o momento “solteiro” para
candidatos ao Senado.
Por fim, a candidatura de Luiz
Couto cumpre uma façanha histórica: unir todas as tendências do PT. Fato
inédito na política da Paraíba.
PB Agora
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