Por: Jordan Bezerra - ÉTICA: UMA URGÊNCIA SOCIAL
Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o senhor juiz Joaquim Benedito Barbosa Gomes, nasceu na cidade de Paracatu, noroeste de Minas Gerais no dia 07 de Outubro de 1954 seu Pai era pedreiro e sua mãe dona de casa. O Juiz é fluente em francês, inglês, espanhol e alemão. Tem mestrado e doutorado, ambos as pós-graduações em Direito Público pela Universidade de Paris–II (Panthéon-Assas), França, cursados de 1990 a 1993.
O juiz Joaquim Barbosa é um exemplo, não um herói, pelo fato de ele ter exercido sua missão ética no julgamento do mensalão. E o que significa a palavra ética? Ética deriva do grego ethos (caráter, modo de ser de uma pessoa). Ética é um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade. Serve para que haja equilíbrio e bom funcionamento social, possibilitando que ninguém saia prejudicado. Nesse contexto, a conduta do juiz foi, por demais, ética.
Vivemos uma crise ética que pode por em risco o projeto da humanidade, se não for mudada há tempo. O fato é que nossa sociedade “esqueceu” de vivenciar a ética no dia a dia. Além de não exercitar seus valores, incide o aumento do nosso egocentrismo.
Não é brincadeira, gente. Segundo estudo recente da Organização da Transparência Internacional sobre os países mais corruptos do mundo, o Brasil ocupa o sexagésimo nono lugar (69º). Segundo FIESP(Federação das indústrias de São Paulo) O roubo nos cofres públicos do país, custa cerca de 84,5 bilhões, isso por ano. Esse dinheiro daria para construir 1,6 milhões de casas populares, ou criar 16 milhões de novas vagas nas escolas, se fosse aplicado na saúde subiriam em 89% números de leitos nos hospitais do Brasil. Os dados são estarrecedores, infelizmente, reais.
Há tempos, o povo brasileiro, de forma geral, associa a corrupção e falta de ética apenas aos profissionais ligados à política. Mas onde se esquadra o famoso “jeitinho brasileiro”? Na prática, quem joga o lixo na rua? Quem “cola” na prova? Quem mentiu para não ir ao trabalho? Existem tantas outras formas, de burlar as regras da ética. Essas práticas aqui citadas, podem até parecer pequenas infrações, porém, constituem falta de ética, e prejudicam muita gente. Além disso, no âmbito da comunicação, existem diversos meios como: Televisão, Rádio, Jornais e Internet na nossa sociedade, que infelizmente distorcem os fatos, e escutam/ propagam só um lado da versão dos acontecimentos. Isso também é falta de ética. Em tese e, de certa forma, na prática, a imprensa tem um papel extraordinário de informar corretamente à sociedade os fatos como eles são. Mas quando age sem ética, proporciona um desserviço à sociedade. Já aos veículos de comunicação que trabalham com honestidade e imparcialidade, à sociedade agradece.
É bom refletirmos sobre nossos costumes e ações, ao invés de só criticar. Vamos fazer a parte que nos compete, ou seja, não podemos transferir nossa responsabilidade, para o outro. Depois sim reivindicar a parte do outro. Afinal, temos que dá o testemunho positivo. De fato, se quisermos uma sociedade mais justa e fraterna, sejamos éticos assim como o ministro Barbosa.
Deus abençoe a todos!
Jordan Bezerra 25/11/12
(Revisão do texto: professora Klítia Cimene.)
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