Cerca de 50 agentes da Polícia
Rodoviária Federal (PRF) que atuaram na proteção e transporte dos responsáveis
pelas buscas, membros do Ministério Público através do Grupo de Atuação Contra
o Crime Organizado (GAECO), servidores da Controladoria-Geral da União (CGU),
além de vários funcionários do Ministério Público Federal estiveram envolvidos
na operação que foi comando pelo Procurador da República Dr. João Raphael. A
Operação Dom Bosco, que recebeu este nome devido a Livraria e Papelaria Dom
Bosco ser o foco inicial das investigações, movimentou a cidade de Patos, sede
das empresas AMPLA, Papelaria Patoense e Mix Mercadinho, esta última empresa
fantasma criada para burlar processos licitatórios.
Durante a operação e cumprindo
mandados de busca e apreensão de documentos em diversos locais, entre os quais
Prefeitura Municipal de Patos que participava da fraude, o GAECO descobriu no apartamento de
um dos investigados, que dados sigilosos estavam em poder deste e, devido a
isso, a Operação Dom Bosco pode não ter chegado a todos os responsáveis, pois
os envolvidos nas fraudes tomaram precauções nas ligações telefônicas, fecharam
empresas e mudaram o modus operandi do crime que pode ter movimentado 50
Milhões de Reais de forma ilícita.
Foi encontrado na casa de um dos
investigados que é de Patos e mora em Campina, José Corsino Peixoto, um extrato
da movimentação do processo de interceptação telefônica iniciado pelo GAECO
junto à justiça estadual. Processos de interceptação são sigilosos e não se
sabe como o investigado teve conhecimento da medida.
Jozivan Antero –
Patosonline.com
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