O deputado estadual Frei
Anastácio (PT) disse que a posição da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
(CNBB) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), contra o pedido de impeachment
da presidente Dilma, abre os olhos da sociedade brasileira de que tudo isso não
passa de uma tentativa de um golpe à democracia.
“Ao aceitar o pedido de
impedimento da presidente Dilma, Eduardo Cunha atendeu aos anseios da direita
que não admite a presença de um governo popular e, ao mesmo tempo, ele tentou
desviar as atenções do país para o mar de lama em que está metido. Mas, a ação
de Cunha é um tiro que saiu pela culatra”, disse Frei Anastácio.
O deputado argumenta que a
posição pública da OAB e da CNBB leva o país a uma reflexão sobre o perigo que
a democracia está passando. “Depois da manifestação dessas duas entidades
sérias, os brasileiros que almejam o bem para o Brasil podem ver que a oposição
que não aceitou a derrota nas urnas, e o deputado Cunha que quer encobrir seu
mar de lama, querem o pior para o país, na tentativa de inviabilizar o
governo”, afirmou o deputado.
O parlamentar acrescentou que
qualquer congressista que se manifestar a favor dessa tentativa desesperada da
direita, que quer tirar Dilma do poder de qualquer jeito, estará ferindo a
democracia e a maioria do povo brasileiro que elegeu esse governo.
“O ano de 2015 foi parado
negativamente pelas dificuldades financeiras no país e, se esse golpe tomar
fôlego, 2016 será de prejuízos desastrosos para o povo brasileiro”, alertou o
deputado.
Quem é Cunha?
O deputado relatou ainda que a má
fama de Cunha apareceu recentemente, mas a história de falcatruas do
parlamentar começou anos atrás, e é marcada por controvérsias, escândalos e
corrupção. Ele lembra que em 1989, Cunha foi convidado por Paulo César Farias,
tesoureiro da campanha presidencial de Fernando Collor de Mello, para fazer
parte do núcleo de sua equipe. Cunha participou ativamente da campanha de
Collor, que venceu as eleições daquele ano. “Acredito aqui que todos conhecem
essa parte da história envolvendo PC Farias e Collor de Melo”, disse o Frei.
O deputado relata que como prêmio
pela atuação na campanha, em 1991, Cunha foi indicado por Collor para presidir
a Telerj, antiga estatal de telefonia do Rio privatizada em 1998. Após dois
anos no cargo, Cunha teve o nome envolvido em um esquema de superfaturamento.
Ele assinou um aditivo 92 milhões de dólares a um contrato da Telerj com a NEC
do Brasil, empresa de equipamentos telefônicos, na época, controlada pelo
empresário Roberto Marinho.
O Tribunal de Contas da União
reprovou as contas de Cunha, que foi exonerado em 1993. Em 1996, ele foi um dos
réus no processo de investigação do escândalo Esquema PC, sendo beneficiado por
umhabeas corpus concedido pela Primeira Turma do Tribunal Regional
Federal.
Em 1999 Cunha presidiu a
Companhia Estadual de Habitação (Cehab), que geria fundos destinados à
construção de casas populares. Foi afastado do cargo meses depois, acusado de
improbidade administrativa e de desviar verba da companhia.
O processo foi arquivado em
janeiro deste ano, por prescrição de prazo para punição. Em 2013, foi réu em
uma ação do Supremo Tribunal Federal (STF) acusado de usar documentos falsos
para tentar arquivar o processo da Cehab.“E este ano, Cunha aprendeu com Maluff
o bordão, “Esse dinheiro não é meu, em relação a contas no exterior”. Estou
citando apenas um dos paladinos da moral e da ética política deste país, que
está nadando num mar de lama e querendo dar o golpe num governo eleito pelo
povo. Mas, acredito que a sociedade brasileira acordou e não irá deixar o pior
acontecer com o nosso país”, concluiu.
BlogSãoMamede1 com Assessoria

Nenhum comentário:
Postar um comentário
O seu comentário é sua total responsabilidade.